segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Análise técnica do segundo fim de semana de ensaios técnicos no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, RJ

De 6 a 8 de fevereiro de 2026

O segundo fim de semana de ensaios técnicos consolidou o nível competitivo do Grupo Especial e funcionou como um verdadeiro laboratório de ajustes em bateria, evolução, harmonia e controle de tempo de pista.

 

🥁 Sexta-feira (6/2)

Acadêmicos de Niterói

A escola apresentou boa organização espacial e leitura correta da pista. A bateria mostrou consistência rítmica e segurança nas bossas, mantendo andamento regular. A evolução fluiu sem grandes retenções, mas ainda há necessidade de maior integração coreográfica entre algumas alas para evitar pequenos espaçamentos. O conjunto é promissor, com base técnica sólida.

 

Mocidade Independente de Padre Miguel

Tecnicamente precisa na execução musical, a Mocidade demonstrou qualidade sonora e equilíbrio entre bateria e carro de som. O samba respondeu bem na Avenida. Contudo, percebe-se leve oscilação na coesão entre segmentos coreografados e ritmo da bateria, especialmente em transições. Ajustando esses pontos, a escola tende a ganhar mais fluidez e impacto visual.

 

Estação Primeira de Mangueira

Mostrou força no canto coletivo e excelente assimilação do samba-enredo pela comunidade. A bateria apresentou cadência firme, sustentando a escola com segurança. A harmonia foi um dos destaques da noite, com poucas quebras perceptíveis. A evolução manteve constância, demonstrando maturidade técnica e domínio do tempo de desfile.

 

Unidos da Tijuca

A Tijuca evidenciou preocupação com dinâmica de desfile e resistência física das alas. A escola trabalhou bem deslocamentos longos e manteve andamento competitivo. O controle de pista foi eficiente, evitando compressões excessivas. A parte coreográfica ainda pode ganhar maior impacto visual, mas tecnicamente apresentou leitura correta dos módulos da Sapucaí.

 

 

💦 Sábado (7/2)

O sábado foi marcado também pela tradicional lavagem da passarela, fator que interfere diretamente na aderência do solo. Esse detalhe influencia principalmente a performance da bateria, passistas e comissões de frente.

 

Unidos de Vila Isabel

Vila Isabel consolidou sua apresentação com forte presença de canto e bateria bem ajustada desde os primeiros momentos após a lavagem da pista. O samba-enredo, que trata da história e influência de Heitor dos Prazeres, apresentou boa assimilação pelo conjunto, com interpretação afinada do intérprete e coro coletivo. A comissão de frente e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira mostraram confiança técnica e fluidez nos passos, favorecendo a narrativa da escola.

🔎 Pontos fortes:

  • Harmonia entre bateria e canto, mantendo ritmo constante.
  • Evolução linear, sem grandes compressões na pista.
  • Boa transmissão emocional do enredo.

🔧 Ajustes a reforçar:

  • Detalhes de sincronização entre alas coreografadas e condução do samba, que ainda podem ser refinados para evitar pequenas quebras de ritmo.

 

Acadêmicos do Salgueiro

Salgueiro, escola tradicional e sempre competitiva, mostrou uma bateria articulada e marcante, com destaque para a coesão rítmica ao longo de toda a evolução. O corpo de samba e a captação do enredo — que mistura fantasia e personagem — tenderam a se destacar pela clareza do samba-enredo e vibração da comunidade.

🔎 Pontos fortes:

  • Bateria com boa leitura de tempo e consistência sonora.
  • Alto nível de energia e presença de palco.
  • Integração convincente entre alas e mestre-sala/porta-bandeira.

🔧 Ajustes a reforçar:

  • Pequenas correções de equilíbrio entre bateria e canto em momentos de maior intensidade.

 

Paraíso do Tuiuti

Paraíso do Tuiuti apresentou uma leitura técnica experiente de seu enredo, com um andamento que destacou ritmo e interpretação precisos. A evolução da escola evidenciou controle de espaços no Sambódromo, com transições bem-marcadas entre alas. A bateria respondeu de forma contínua ao enredo que explora elementos ligados à tradição e ancestralidade, o que auxiliou na coesão geral do conjunto.

🔎 Pontos fortes:

  • Evolução consistente com boa utilização da pista.
  • Bateria alinhada com o andamento geral, sem oscilações bruscas.
  • Enredo bem interpretado pelo conjunto.

🔧 Ajustes a reforçar:

  • Pequenos refinamentos na articulação de movimentos mais complexos entre alas coreografadas.

 

Portela

Portela, uma das escolas mais icônicas do Rio, entregou um ensaio com forte presença de marcação de tempo e harmonia vocal, o que se refletiu em uma evolução técnica segura. A bateria e o canto caminharam em conjunto, com bom controle dos módulos de desfile e boa resposta do intérprete principal. O tema espiritual e histórico ganhou expressão através da bateria e das alas que mantiveram coerência na narrativa visual e sonora.

 

🔎 Pontos fortes:

  • Harmonia consolidada entre bateria e canto.
  • Boa disciplina de evolução e ocupação de espaço.
  • Interpretação clara do tema, comunicando bem a mensagem do enredo.

🔧 Ajustes a reforçar:

  • Ajustes finos na transição entre alas mais densas e foram necessárias pequenas correções de alinhamento ao longo da pista.

 

 

As escolas que desfilaram após a lavagem demonstraram maior segurança na pisada e no andamento. Observou-se cuidado redobrado nas arrancadas e nas bossas de bateria, evitando acelerações bruscas. De forma geral, houve equilíbrio entre evolução e ritmo, sem registros de estouro de tempo ou retenções graves.

 

Tecnicamente, o sábado foi importante para ajustes finos de marcação e ocupação de pista, sobretudo no alinhamento entre frente da escola e dispersão.

 

 

🎉 Domingo (8/2) — Encerramento da fase de ensaios

O domingo reuniu quatro das agremiações mais competitivas do Grupo Especial, elevando o nível técnico da etapa.

 

Unidos do Viradouro

Demonstrou forte impacto rítmico e organização estrutural. A bateria apresentou variações bem executadas e sustentação consistente do samba. A evolução ocorreu com densidade bem distribuída, evitando buracos. A escola mostrou leitura estratégica de tempo, com andamento seguro.

 

Imperatriz Leopoldinense

Primou pela elegância na evolução e precisão técnica. A harmonia foi um dos pontos altos, com canto firme e uniforme. A bateria manteve cadência estável, favorecendo clareza coreográfica. A escola mostrou maturidade no controle de ritmo e ocupação da pista.

 

Acadêmicos do Grande Rio

Apresentou energia elevada e forte comunicação com o público. O carro de som mostrou potência e segurança. A bateria sustentou bem as transições, embora em alguns momentos tenha trabalhado em intensidade máxima — ponto que exige equilíbrio para o desfile oficial. Evolução consistente e competitiva.

 

Beija-Flor de Nilópolis

Demonstrou experiência de Avenida, com andamento firme e leitura eficiente de espaço. A bateria foi segura e técnica, sustentando a escola sem oscilações perceptíveis. A harmonia respondeu bem e a evolução mostrou organização clara, sinalizando preparo avançado para o desfile oficial.

 

 

💡 Pontos Técnicos Observados no Fim de Semana

  • Ritmo e Bateria: Andamentos praticamente definidos, com poucas oscilações graves.
  • Harmonia: A maioria das escolas apresentou canto consistente, reflexo de bom trabalho comunitário.
  • Evolução: Melhor controle de espaçamento e ocupação da pista em comparação aos primeiros ensaios.
  • Tempo de desfile: Não houve registros significativos de estouro ou risco de penalização — indicador de planejamento eficaz.

 

Aspectos Gerais

Afinamento Musical e Harmonia:

Percebe-se maior maturidade coletiva. Samba, bateria e evolução caminharam de forma mais integrada, o que tende a elevar o nível técnico dos desfiles oficiais.

 

Profissionalização dos Ensaios:

A utilização de som e iluminação oficiais permite simulação real das condições de julgamento, contribuindo para ajustes estratégicos.

 

Ajustes Finais:

Ainda há pontos a serem refinados, especialmente em transições coreográficas, controle de intensidade da bateria e sincronização entre alas coreografadas e andamento musical.

 

📣 Impacto Urbano

O evento mobilizou operação especial de trânsito e transporte público no entorno do Sambódromo, demonstrando a dimensão logística que os ensaios técnicos já alcançam antes mesmo dos desfiles oficiais.

 

📌 Conclusão

O segundo fim de semana de ensaios técnicos confirmou o alto nível competitivo do Grupo Especial. As escolas demonstraram avanço significativo em harmonia, ritmo e controle de pista. As agremiações que encerraram a fase mostraram maior maturidade estrutural, indicando que o Carnaval 2026 tende a apresentar disputas equilibradas e tecnicamente qualificadas na Marquês de Sapucaí.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Análise do primeiro fim de semana dos ensaios tecnicos das escolas do Grupo Especial na Sapucaí, RJ

Por Graça Paes, RJ


Ensaios Técnicos do Grupo Especial 2026 apontam desfiles altamente competitivos na Sapucaí
Alta presença de público, evolução técnica das escolas e disputa acirrada marcam os testes oficiais antes do Carnaval


Os ensaios técnicos do Grupo Especial, realizados nos dias 30/01, 31/01 e 01/02, reuniram as 12 escolas na Marquês de Sapucaí com estrutura oficial de som, luz e pista, funcionando como um verdadeiro termômetro para o nível dos desfiles de 2026. O público compareceu em peso às arquibancadas e camarotes — somente no primeiro dia, mais de 53 mil pessoas estiveram presentes, segundo números divulgados.


As agremiações aproveitaram o tempo na pista para ajustar quesitos fundamentais, como evolução, harmonia, bateria e tempo de desfile, além de testar impacto musical, presença cênica e resposta do público.


Panorama geral dos ensaios

De forma ampla, os testes revelaram:

  • Alto nível de canto das comunidades
  • Evolução mais organizada em comparação a 2025
  • Baterias consistentes e tecnicamente sólidas
  • Bom rendimento das estreantes e escolas médias
  • Resposta intensa do público, sinalizando um Carnaval competitivo

🎶 Análise técnica por escola

🥁 Acadêmicos de Niterói (estreante no Especial)

Pontos fortes: comunidade cantando alto, bateria segura, impacto simbólico do enredo
Pontos de atenção: evolução ainda irregular, ajustes de tempo na comissão de frente
Leitura técnica: estreia promissora, mas ainda em fase de amadurecimento.


🟢 Mocidade Independente de Padre Miguel

Pontos fortes: bateria muito precisa, boa projeção do samba
Pontos de atenção: oscilação no canto em alguns setores, evolução precisa ganhar densidade


🌸 Mangueira

Pontos fortes: comunidade vibrante, samba de fácil assimilação, harmonia consistente
Pontos de atenção: compactação das alas e transições coreográficas


🟡 Unidos da Tijuca

Pontos fortes: ritmo forte, boa resposta do público
Pontos de atenção: organização das alas e encaixe do carro de som


💙 Vila Isabel

Pontos fortes: samba elegante, ótima musicalidade
Pontos de atenção: falta de explosão na pista, evolução precisa ganhar mais energia


🔴 Salgueiro

Pontos fortes: um dos melhores sambas do ano, bateria com pressão e suingue, comunidade muito participativa
Pontos de atenção: alinhamento das alas e variações coreográficas
Leitura técnica: forte candidata ao título.


🟣 Paraíso do Tuiuti

Pontos fortes: enredo potente, boa leitura narrativa
Pontos de atenção: harmonia irregular e ajustes no tempo de desfile


🦚 Portela

Pontos fortes: experiência técnica e samba clássico
Pontos de atenção: evolução ainda fria e necessidade de maior impacto emocional


💜 Viradouro

Pontos fortes: bateria extremamente sólida, samba forte e competitivo, alto nível de organização técnica
Pontos de atenção: ajustes finos de coreografia
Leitura técnica: uma das mais fortes do ano.


💛 Imperatriz Leopoldinense

Pontos fortes: musicalidade refinada, interpretação marcante, enredo artisticamente bem traduzido
Pontos de atenção: evolução precisa ganhar mais vigor
Leitura técnica: escola muito equilibrada.


💙 Grande Rio

Pontos fortes: forte impacto visual e rítmico, samba popular, ótima resposta do público
Pontos de atenção: ajustes de harmonia entre alas
Leitura técnica: forte candidata ao topo.


🔵 Beija-Flor

Pontos fortes: comunidade muito forte, samba potente, organização tradicionalmente eficiente
Pontos de atenção: ajustes de evolução nas alas finais
Leitura técnica: vem muito competitiva.


🏆 Ranking técnico preliminar após os três dias de ensaio


Favoritas ao título (até o momento):

  1. Salgueiro
  2. Viradouro
  3. Grande Rio
  4. Beija-Flor
  5. Imperatriz


Boas, mas precisam ajustar:

  • Mangueira
  • Portela
  • Mocidade
  • Vila Isabel


Em fase de consolidação:

  • Acadêmicos de Niterói
  • Unidos da Tijuca
  • Paraíso do Tuiuti

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Crítica do filme: “Godzilla vs Kong”



Por Roberto Paes, RJ


Com direção de Adam Wingard, Roteiro de Max Borenstein, Eric Pearson, trilha sonora de Junkie XL, “Godzilla vs Kong” estreia dia 6 de maio nos cinemas.  No filme, Kong e seus protetores embarcam em uma jornada perigosa para encontrar seu verdadeiro lar. Jia, uma garota órfã que tem um vínculo único e poderoso com a poderosa besta, acompanha a aventura. No entanto, eles logo se encontram no caminho de Godzilla, completamente enfurecido, deixando um rastro de destruição em todo o mundo. O confronto inicial entre os dois titãs, instigado por forças misteriosas, é apenas o começo do enigma que reside nas profundezas do planeta. Após  os longas Godzilla, Godzilla 2: Rei dos Monstros e Kong: Ilha da Caveira, eis que agora temos os dois grandes titãs frente a frente.  Este é o segundo encontro desses titãs. 


Godzilla vs Kong mostra o confronto clássico na história do cinema entre Godzilla e King Kong pela primeira vez no MonsterVerse, franquia de monstros da Warner e Legendary. O filme era um dos mais aguardados pelo público para 2021 e, finalmente, chegou ao Brasil. Mas quem se sagrou vencedor na batalha entre os dois famosos monstros da cultura popular?


Vamos relembrar... a produção japonesa, King Kong vs. Godzilla chegou aos cinemas em 1962. E, deu início a luta que uniu duas franquias que estavam em momentos muito diferentes.

Com direção de Ishiro Honda, cineasta responsável por Godzilla, King Kong vs Godzilla marcou um avanço para ambas as franquias. Sendo o terceiro filme para as duas. Só que esta é a primeira vez em que o público pôde conferir os monstros em cores e em widescreen - já que os longas anteriores tinham o tradicional formato 4:3.  Esse também é o primeiro longa que leva o termo  “versus” no título, o que acabou gerando uma tendência em termos de embates ao longo de suas carreiras cinematográficas. 

O filme aposta em mostrar o poder de destruição de cada titã. E, quando eles realmente se enfrentam há um combate em dois rounds.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa  nota é 8,5. 


sábado, 16 de março de 2019

Um pouco da minha infância


Nasci em Jacarepaguá, na extinta maternidade do Tanque, fui criada na Taquara, um bairro do subúrbio, na Zona Oeste, do Rio de Janeiro, que atualmente é um bairro meio chique. Estudei da 1ª.  a 8ª. série em escola pública, não fiz C.A, porque aprendi a ler com 4 anos. O ensino médio, antigo 2o. grau, eu cursei na rede particular, no SUSE - Colégio e Educandário Santa Edwiges.  Fiz curso técnico/profissionalizante. Nunca repeti de ano. Minha mãe era muito atenta as notas, percebia quando eu precisava de reforço de escolar e sempre tive, até mesmo no ensino médio. Ao longo dos anos, eu me adaptei a tudo, se sofri bullying, passou batido. Eu era bem popular na escola. E falava com todo mundo. Tudo era zoação. Brincávamos com quem usava óculos, aparelho dental (e os dos anos 80 eram feios, viu), e olha todos que foram criados ou estudaram comigo, e que tenho contato até hoje, ninguém teve ou tem trauma disso. Éramos todos humildes.
Eu comecei a trabalhar bem cedo, fazia ensino médio, estudava na Cultura Inglesa (naquela época o curso durava seis anos, era uma eternidade) e conciliava tudo, pois só assim, eu seria alguém na vida. Naquela época ninguém tinha bolsa família, cesta básica, e se quisesse renda extra tinha que ter dois, três empregos ou colocar toda a família para trabalhar e ajudar no orçamento.  

Minha infância foi numa época que não existia Google e nem Wikipédia, mas existia as enciclopédias, e minha mãe comprava todas, naqueles caras que vendiam de porta em porta. Nossas pesquisas escolares eram através de livros e de bibliotecas públicas, a mais próxima era a da Praça Seca, em Jacarepaguá, onde hoje eu moro. Não se tirava xérox, a gente copiava a mão o que nos interessava dos livros. Até os trabalhos entregues aos professores, as pesquisas, eram escritas a mãe, dava até bolha.  As minhas, algumas, quando a professora deixava, eu datilografava, porque minha mãe tinha máquina em casa, e eu aprendi a manusear cedo. 

Nossa bebida preferida era o famoso "Ki-Suco" (pó da morte), até em festinhas. O de uva deixava a boca colorida. Ninguém morreu por isso kkkk. Refrigerante? Era luxo. Ele era reservado aos fins de semana e festas, Coca-Cola, Fanta Uva, Grapette. Crush na minha infância era um refrigerante. Ah! Tinha o guaraná Convenção, que meu pai comprava caixas, mas que consumíamos com moderação. Era na garrafa parecida com a de cerveja. E vendia de porta em porta. 

O uso do “Já vou” e do "Peraí mãe" era pra ficar um pouquinho mais na rua e não no computador. Não havia computador na minha infância. Se fizesse bobagem apanhava e ficava de castigo. Tomei muita hawaianada kkkk era assim que minha mãe nos corrigia. E levei uma vez uma cintada, uma única vez, do meu pai. Mereci. Saí de casa sem avisar a ninguém, pela manhã, e voltei à tarde, deixando todo mundo preocupado. Levei muitas palmadas e estou aqui. As palmadas que meu pai dava eram ruins porque ele tinha a mão pesada.  Não me tornei uma rebelde e nem desajustada e estou aqui, sem traumas. 

Crianças na minha época brincavam como crianças. Criança colecionava figurinha, papel de carta, tinha diário. A gente não colecionava namorado, nem sabia o que era isso. Eram todos amiguinhos. A gente batia nas figurinhas jogando bafo. Não era hábito bater nos coleguinhas. 

Na escola, professor (a) era amado, respeitado e admirado, a gente levava até presente para os tios e paras tias. Tia na minha época era a irmã da minha mãe e as minhas professoras. Todos cantavam o Hino Nacional na entrada da escola. E a diretora observava se a gente estava cantando mesmo ou se estava dublando. Eu tive aula de artes, teatro e música na escola pública. Aprendi a pintar em tecido, vidro, fazer vários artesanatos. Participei de coral e apresentei peças infantis. 

Nossas brincadeiras, ....eu brincava na rua descalça. Tinha banco imobiliário, casinha, arma de festim para brincar de polícia e ladrão, pega pega, pique esconde, queimado, vôlei, pique bandeira, jogava bola de gude, soltava pipa, brincava de casinha, carrinho, boneca. Usava shortinho, subia na mesa para imitar a Gretchen, e não era erotizada ou recriminada por isso. Brincava na rua, na praça, até anoitecer.

Roupas, eu usava roupas infantis. Éramos crianças e não mini adultos. Usei kichute, conga, bamba. Soltei bombinhas, cabeção de nego. 

O que assistia? Muita televisão, desenhos, como, Flintstones, Tom & Jerry, séries, Jeanny é um gênio, Ilha da Fantasia, Profissão Perigo, Perdidos no Espaço, O incrível Hulk, etc. Novela via todas, não tinha essa de classificação e filmes também. Eu tinha Tv no quarto. Meu pai desligava quando achava que já estava na hora de eu ir dormir, se não eu virava a noite assistindo tv. 

Pó? Os que conhecia era Ki-Suco e leite em pó ninho. Tomávamos Biotônico Fontoura, tomei baldes, porque eu não gostava de comer, e não virei alcóolatra. 


Traquinagens: por mais que meus pais me educassem, e muito bem, eu voltava do catecismo correndo, gastava o dinheiro da passagem tomando sorvete de máquina, e vinha com minhas amigas e amigos, pela rua, tocando a campainha da casa dos outros. 

Tínhamos responsabilidades como tirar boas notas e fazer dever de casa. Nossa educação, educação física na escola era de verdade. Tirava o coro. 

Sobre os amiguinhos, não importava se meu amiguinho era negro, branco, pardo, gordo, magro, feio, bonito, pobre ou rico, menino ou menina, todo mundo brincava junto, sem neura, sem palhaçada. Os meninos que brincavam de casinha com as meninas não eram chamados de homossexuais por isso. Assim como as meninas que gostavam de jogar futebol e soltar pipa não eram questionadas. Como era bom... 

Como, eu tenho saudades dessa época. Gostava de chuva, e ela tinha apenas cheiro de terra molhada. Se os pais dessem mole, a gente estava lá tomando banho de chuva e achava legal. 

Dores, as minhas eram o uso do merthiolate e o ardido da água oxigenada. Usávamos mercúrio nos machucados também. Ah! E tinha um pozinho que colocavam no machucado para cicatrizar mais rápido, não lembro o nome. Eu vivia ralada, rsrsrs, porque vivia e brincava muito. Tenho boas lembranças e a certeza de que tive uma infância feliz. Fiz de tudo para proporcionar o mesmo ao meu filho, ele teve muitos amiguinhos, e os tem, os mesmos, desde a infância, até os dias atuais, e brincou na rua, na praça. 

Eu temo por essa geração mimimi. Todas essas barbáries que est]ao por aí são reflexo disso. Pessoas que não foram educadas para lidar com o NÃO, com FRUSTAÇÕES, que não sabem ser CONTRARIADAS. Pessoas sem limites que agem sem limites. 




quinta-feira, 14 de março de 2019

Crítica da animação: “Parque dos Sonhos”

Por Graça Paes, RJ





“Parque dos Sonhos” de Dylan Brown, com música de Steven Price, produzido por Josh Appelbaum, André Nemec e Kendra Haaland, pelas produtoras Nickelodeon Movies, Paramount Pictures e Ilion Animatiom, estreia día 14 de março nos cinemas. 



O longa conta a história da menina otimista e sonhadora June. Cuja imaginação ultrapassa fronteiras. Até que um dia, ela encontra escondido na floresta o fruto de sua imaginação, o parque “Wonderland”. O local é repleto de novidades, brinquedos sensacionais e possui animais que falam, mas tem um problema, ele não está da forma como ela idealizou. June se depara com um local bem confuso e desorganizado. Então, já que o parque veio de sua imaginação, a menina percebe que ela é a única que pode tornar o lugar mágico de novo.



A animação é bem lúdica e tem muitas mensagens reflexivas, entre elas, que nunca se deve desistir dos sonhos, que a família é a base estrutural do ser humano e que ter amigos faz toda a diferença. 



Tecnicamente, a animação é espetacular muito bem montada e produzida. Tem uma excelente fotografia e a dublagem nacional, que em sua equipe conta com os humoristas, Lucas Veloso e Rafael Infante é sensacional. Na dublagem original o elenco conta com Jennifer Garder, Ken Hudson Campbell, John Oliver, Mattew Broderick, Mila Kunis, Ken Jeong e Norbert Leo Butz. 




Embarque nessa aventura e vá assistir com seus pequenos, ou caso não tenha pequenos para levar, vá assistir assim mesmo. A terra da mágica irá te inspirar a acreditar em seus sonhos. 



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 




Assista o trailer: 







segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Conheça os vencedores do Oscar 2019



Já que eu postei minha opinião sobre quem deveria ganhar, mesmo eu tendo um blog dedicado somente ao cinema DICAS DE CINEMA ZAPP NEWS, acho justo eu postar aqui a lista dos vencedores também. E, na noite de domingo, dia 24 de fevereiro, a Academia de Cinema de Hollywood realizou a 91a. cerimônia do Oscar e revelou os 24 vencedores.



MELHOR FILME
Green Book - o guia



MELHOR DIREÇÃO

Alfonso Cuarón - Roma



MELHOR ATRIZ

Olivia Colman - A Favorita



MELHOR ATOR

Rami Malek - Bohemian Rhapsody



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Regina King, Se a rua Beale falasse




MELHOR ATOR COADJUVANTE

Mahershala Ali - Green Book



MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Infiltrado na Klan



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Green Book - O guia



MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Premiado: Roma



MELHOR ANIMAÇÃO

Homem-aranha no Aranhaverso



MELHOR FOTOGRAFA

Roma



MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Pantera Negra



MELHOR FIGURINO

Pantera Negra



MELHOR MONTAGEM

Bohemian Rhapsody



MELHORES EFEITOS ESPECIAIS

O primeiro homem



MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Vice



MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Bohemian Rhapsody



MELHOR MIXAGEM DE SOM

Bohemian Rhapsody



MELHOR TRILHA SONORA

Pantera Negra



MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Shallow (Nasce uma Estrela)



MELHOR DOCUMENTÁRIO

Free Solo



MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

Absorvendo o tabu



MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO

Skin



MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMADA

Bao


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Meus palpites para o Oscar 2019 (Graça Paes, by Dicas de Cinema Zapp News)







A 91a. cerimônia de premiação do Oscar será realizada domingo, dia 24 de fevereiro de 2019

Após, a cerimônia vamos ver quantos eu acertei:

Filme:  •"Green Book - o guia"

Ator: •Christian Bale ("Vice") 

Atriz: •Glenn Close ("A Esposa")

Diretor: •Alfonso Cuarón ("Roma") 

Atriz coadjuvante:  •Emma Stone - "A Favorita"

Ator coadjuvante:  • Mahershala Ali - "Green Book - O Guia"

Trilha sonora original: "O retorno de Mary Poppins"

Roteiro adaptado:  •Se a rua Beale falasse

Roteiro original:  •Green Book - O guia 

Edição: "Vice"

Fotografia:  •"Roma"

Filme de língua estrangeira:  "Assunto de família"

Melhor animação: Ilha dos Cachorros 

Figurino: "A favorita"

Edição de som: •Um lugar silencioso

Mixagem de som: •"Nasce uma estrela"

Direção de arte:  •"A favorita"

Canção original:  •"Shallow", "Nasce uma estrela"

Efeitos visuais: •Avengers: Infinity War

Maquiagem e cabelo:  •"Duas rainhas" 

Figurino:  •A Favorita



Análise técnica do segundo fim de semana de ensaios técnicos no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, RJ

De 6 a 8 de fevereiro de 2026 O segundo fim de semana de ensaios técnicos consolidou o nível competitivo do Grupo Especial e funcionou com...